Uma escritora erótica, aos afagos de um poeta

 

Na casa, sem pecado, se embriaga. 

O toque do telefone,
o convite dela
e o aceito dele. 

Em meio à satisfação e felicidade,
entorpecem-se. 

O clima se compõe,
em olor, aconchego,
metafísico, afrodisíaco. 

Sonolenta no sofá adormece. 

O toque da campainha
à meia noite e trinta.
O sorriso transparente
faz a excitação subir. 

O beijo na face,
música, pizza,
bebida e conto. 

Colchão no chão,
lençol na cama,
travesseiro, almofada
e cobertor 

Liberdade! 

O filme pornô a luz escurece. 

Ela vira,
ele tira a calça.
Ele vira,
ela tira a saia. 

Ela parece dormir,
quando ele comenta
de um beijo que deve a ela. 

Sentado no chão
ela se vira
e a dívida reluzente
é paga. 

Beijos...
...ardentes, quentes,
molhados, alucinantes. 

Conversas diversas. 

Outros beijos...
Brincando ela vira
e ele tira a camisa.
Ele vira
e ela tira a blusa.
Roupas e lençóis,
ao alto. 

Trocam-se o filme
da tela para a prática.
Pois filme pornô não se vê,
se faz! 

O beijo!
A transfusão de desejos
em posições... 

O amanhecer,
a despedida
e o beijo antes na face
vai para a boca.

 

Letícia Luccheze.

 

 

 

                                                                                                               Poema escrito para Dário José Gandhi.