A morte

 

Ao passado minha alma se entregou.
Desnorteada, separada.
Um fulgor acompanha-me para sempre.
O amor é eterno!
E na ausente deste,
a dor se eterniza,
alastrando meus braços para a morte.                

Ah morte... oh morte que ronda o meu ser.
Deverás tu não bater!
Vás para longe levando o meu viver. 

Ah morte... oh morte de meu caminho.
Não vês que canto sozinha?
Não quero mais ver o dia nascer.
Não quero mais ver o céu entardecer.
As flores ao longe ainda desabrocham.
Longe... por que não perto? 

A morte se foi e nunca mais voltou,
porque contigo levou o coração sonhador.

 

Letícia Luccheze.

 

 

                                                                                               Poema escrito pra Gleibson Pereira Silva.