Amor

 

De preto a três noites,
entre lágrimas num colchão.
A dor que saía do peito,
trazia recordação. 

Os olhos se fecham como conchas
e dentre a angústia,
encontra o sorriso encantador.
Que se desfaz, com um toque repentino. 

O corpo dolorido põe-se a caminhar.
Entra quarto à dentro uma mulher,
que pega algo e sai sem chorar. 

Surgem neblinas em seu olhar,
o que lhe trás o Amor.
Este, com um olhar singelo,
estica-lhe a mão. 

O coração acelerado,
de amor e satisfação,
alegria e emoção.
Dar-lhe a mão,
e o corpo cai contra o chão.

 

Letícia Luccheze.